Marketing Digital para Mulheres

Hoje nós vamos falar sobre marketing digital, mas não é qualquer marketing! A galera da ISBRASIL que trabalha com Hospedagem de Site nos explica como funciona o Marketing para Mulheres.

Sim, em tempos de ascensão feminina e de debates sobre a igualdade de gêneros, o comércio virtual não ficaria de fora dessa dinâmica. Isso por que as mulheres têm composto cada vez mais o público-alvo a ser cativado pelas marcas, de modo que, propagandas, promoções, ofertas, designers e e-mails personalizados sejam elaborados em favor do que elas querem e precisam. Mas, será tão simples assim? Parece que não. Antes se torna fundamental que o marketing se desfaça de antigos lugares-comuns com relação a esse público para que, de fato, possa fidelizá-lo sinceramente.

Vejamos, a universidade da beleza realizou uma enquete a alguns grupos de mulheres, chegando à conclusão de que o elas querem é tempo, amor, família e um relacionamento saudável. Elas falam sobre dinheiro, sexo, crianças, trabalho e prazos. Parte delas acha desafiador controlar as finanças domésticas, acha que estão acima do peso ideal e que são pouco atraentes e poderosas. E mais de 80% considera os animais de estimação uma grande felicidade. Grande parte delas utiliza a internet antes de consumir uma marca, (presencialmente ou online), seja acessando suas lojas virtuais, seja conhecendo os depoimentos e os reviews de outros clientes. E são elas que dominam as redes sociais. A partir de dados como esses, já é possível vislumbrar que cenário é esse com qual o marketing lida. Que mulheres são essas?

Práticas, multiatarefadas e intuitivas, as mulheres reais não são aquelas outrora contempladas nos comerciais de cerveja ou de venda de produtos domésticos. A publicidade deve passar pela representatividade, ou seja, tudo o que lhes for vendido, deve realmente atender aos seus desejos: elas trabalham fora, mas também são donas de casa, amantes, filhas, mães e mulheres, acima de tudo.

Foi-se o tempo das mulheres-objeto ou em que mulher e sexo aparecem em uma mesma cena. Uma coisa é o prazer e a liberdade sexual entre quatro paredes, outra coisa é associar mulheres nuas e seminuas ao consumo de serviços e produtos. Como se uma coisa estivesse diretamente relacionada à outra, ou seja, ao comprar uma cerveja, automaticamente, com ela viria o assédio de mulheres mudas, mas monumentais. As mulheres se sentem incomodadas e violadas, e não tentadas ao consumo. Entendam, marcas! As mulheres reais não se sentem lisonjeadas e muito menos representadas físico e intelectualmente por esses estereótipos, pelo contrário, sentem-se diminuídas, objetificadas, sexualizadas e “aperfeiçoadas”. Acordem! Elas não querem e nem precisam disso! É possível que elas sejam atendidas, que sejam representadas e que os produtos sejam vendidos.

Assim como nós tendemos a voltar em uma loja física em que fomos bem-atendidos, tendemos a consumir o que nos representa, o que parece ter sido feito sob medida sem, contudo, tenha nos excluído ou nos privado do todo, entendem? Isso por que as mulheres não são a exceção, mas são o público regra! Assim, um marketing destinado às mulheres factíveis, guerreiras, trabalhadoras, independentes, dinâmicas, líderes, intelectuais, com senso de humor afiado e multifacetadas, em vez de um padrão de beleza que nem mesmo existe, sendo possibilitado pelos retoques tecnológicos então disponíveis, é bem mais querido. Além disso, as mulheres se interessam por muito mais coisas do que beleza, moda e casa e, na maioria das vezes, a publicidade de outros produtos e serviços nem lhes é direcionada. Informamos: as marcas só perdem com isso.

As mulheres como público-alvo quer dizer duas coisas: primazia quantitativa, uma vez que ocupam a maior parte do poder de compra no mercado; primazia qualitativa, pois, consomem diversificados produtos e serviços. Conseguintemente, as mulheres não são uma massa unívoca de comportamento e desejos semelhantes, ao contrário, elas requerem a construção de personas altamente dinâmicas e flexíveis.

Toda mulher nasceu para ser mãe. A mulher não sai de casa sem maquiagem. As mulheres são falsas entre elas. Essas generalizações já não cabem mais num marketing para mulheres bem-sucedido. A mulher consome produtos e serviços específicos que realmente lhe atendam. Nada de campanhas megalomaníacas e depreciativas para mulheres e contextos que não existem, isso é desnecessário!

O simples e sincero muitas vezes vence!  Uma linguagem mais informal, mais direta e até mesmo divertida não só dão um ar moderno e descolado às campanhas, mas aproximam o público a sua marca, fazendo com que a mulher remetida se identifique como possível compradora daquela ideia. Por exemplo, do que adianta a ação de um desodorante que se mantém inabalável em uma mulher em cuja propaganda está o tempo todo sentada em uma festa glamorosa, quando traria uma abordagem muito mais factível a mostra de uma mulher em ação, correndo, balançando os braços, lavando roupa, pilotando carros de corrida, dançando, entre outras coisas, e a permanência do cheiro do produto.

E o tal do Pink Tax, onde ele fracassa? Comum no marketing digital, o Pink Tax é o investimento em uma versão exclusiva de determinado produto ou serviço para um tipo específico de público. No caso das mulheres, são produtos “para elas”. Isso não dá certo, pois, além de descaracterizar o perfil original de algo, ou seja, o que o fez atrair tantos consumidores, dá a impressão de que as mulheres são exceção à regra do mercado e que precisam de algo de que só elas gostem, não “estando à altura” do melhor produto da marca. Esse tipo de segregação também costuma custar mais caro, já que esses produtos saem mais onerosos do que os habituais, não compensando no final das contas. Bobagem!

Este é um recado para as marcas: é preciso se relacionar sinceramente com as mulheres, pois, a boa relação entre a marca e as mulheres como público-alvo passa inevitavelmente pelo marketing. Para tanto, esse marketing deve ser pensado de dentro das vontades e necessidades femininas, ou seja, nada de fórmulas mentirosas ou corpos montados. Um marketing digital empático às mulheres reconhece que seus lugares de atuação estão cada vez mais diversificados, assim como seu poder de compra é cada vez mais ativo. Pensem nisso!

O conteúdo completo de marketing digital pensado para as mulheres está nesse link para você conferir.

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